O banco de investimento BTG Pactual passa a ter dois novos sócios nesta semana. Juntam-se ao time da casa o renomado consultor de gestão, Claudio Galeazzi, e Roberto Martins de Souza, ex-diretor financeiro e de relações com investidores da Lojas Americanas. Galeazzi já foi o responsável por grandes reestruturações em empresas, como o Pão de Açúcar e a própria Americanas, além de fazer consultoria em gestão para diversos governos. Procurado, o banco confirmou a chegada dos novos sócios. O BTG Pactual tem cerca de 100 sócios e associados.
O perfil dos dois novos sócios, ligados ao universo da gestão de empresas, guarda relação com a estratégia recente do BTG Pactual de aquisição de participações acionárias em companhias dos mais variados setores, de rede de hospitais e farmácias a montadora de veículos, passando por estacionamentos e postos de gasolina. A expectativa no mercado financeiro é que ambos passem a integrar justamente a área chamada de internamente de 'merchant banking', por meio da qual o banco tem feito suas investidas no universo empresarial e que é tocada pelo sócio Carlos Fonseca. Não estaria definido ainda se os dois poderiam assumir funções executivas em companhias do portfólio ou atuar via conselhos de administração.
Cláudio Galeazzi não terá mais funções executivas na consultoria que leva seu nome, a Galeazzi & Associados. Permanecerá, entretanto, como acionista da consultoria e presidente do conselho de administração.
Para associar-se ao BTG Pactual e evitar conflitos de interesse, Galeazzi precisou desligar-se do conselho de administração da gestora de fundos Tarpon, conforme atesta um edital de convocação de assembleia geral extraordinária da empresa que entrou anteontem no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em seu lugar deve ser eleito Marcelo Guimarães Lopo Lima.
Roberto Martins de Souza foi por mais de uma década executivo da Americanas e desligou-se em janeiro deste ano, por iniciativa própria.
Entre as empresas em que o BTG Pactual adquiriu participação acionária estão a rede de estacionamentos Estapar, o grupo de farmácias Brazil Pharma, os postos de gasolina Aster e Via Brasil (Derivados do Brasil) e a Mitsubishi Motors do Brasil. O banco também investiu na rede carioca de hospitais D'Or, mas nesse caso não houve exatamente compra de participação acionária. O banco adquiriu debêntures conversíveis em ações da empresa.O banco vinha fazendo esses investimentos com recursos próprios, dos sócios, mas recentemente partiu para a captação de dinheiro de investidores.
Ana Paula Ragazzi e Vanessa Adachi, de São Paulo